Apenas 18% dos portugueses confia na durabilidade da bateria dos veículos elétricos

May 14, 2012

O Caderno Automóvel do Observador Cetelem 2012 revela que a durabilidade das baterias é um dos aspetos cruciais a melhorar na tecnologia dos veículos elétricos. No entanto, 26% dos consumidores europeus acredita que as baterias se manterão por muito tempo. No caso português, 82% dos inquiridos manifestam uma desconfiança real quanto ao tempo de duração da bateria.

Para além dos portugueses, os britânicos e os alemães são os que exprimem mais reservas neste plano: em média, mais de 80% não confiam na fiabilidade da tecnologia elétrica. Por sua vez, os turcos, russos, polacos e italianos, demonstram um grande otimismo e mostram-se confiantes com o tempo de vida da bateria.

O Observador Cetelem procurou ainda saber qual o tempo máximo de recarga que o automobilista considera aceitável e que o leve a adquirir um veículo elétrico. Os portugueses (67%), juntamente com os espanhóis (62%), assumem-se como os mais exigentes, referindo que um tempo inferior a duas horas seria o mais aceitável e os levaria a tomar a decisão de adquirir um veículo elétrico. Pelo contrário, os russos e os britânicos estão entre os menos sensíveis a esta questão do tempo de recarga, com dois terços os inquiridos a afirmar que aceitaria um tempo de recarga superior a duas horas. A média dos 10 países que participaram no estudo encontra-se nos 51%.

No que diz respeito à relação autonomia/percurso, o Caderno Automóvel percebeu que todos os inquiridos percecionam a autonomia como a vantagem que mais se destaca nos veículos elétricos. 58% dos portugueses apenas pondera a compra de um veículo elétrico se a autonomia for de pelo menos 250 km, sendo que atualmente, um quilo de gasolina equivale em média a 25 km versus 0,4 km de autonomia num veículo elétrico.

«O veículo elétrico, devido às suas especificidades técnicas, vem introduzir uma alteração total de paradigma na questão da mobilidade. Por vezes, o condutor atual responde com confiança, designadamente, no que se refere à robustez, à segurança e ao prazer de conduzir um veículo, outras vezes, com apreensão, tal como acontece no que diz respeito à questão da autonomia. Contudo, é óbvio que o consumidor, atualmente, conhece muito pouco o veículo elétrico e o seu funcionamento: falta ainda desenvolver um enorme trabalho de educação.» defende Diogo Basílio, responsável pelo Observador Cetelem em Portugal.

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