Mortágua recebe um CPR “ligado às máquinas”!

Out 19, 2012

11 inscritos apenas numa prova do CPR! Esta é a realidade que o Clube Automóvel do Centro foi presenteado e que deverá deixar qualquer responsável ligado à prova, no mínimo, preocupado! Crise económica do país será um forte motivo para esta situação mas não será o único, já que a fraquíssima visibilidade do CPR é capaz de ser ainda maior motivo. Tirando a imprensa especializada, muita dela dependendo apenas da carolice dos seus editores e colaboradores, e que também está em crise, quase mais ninguém liga nenhuma ao “Nacional” de Ralis. Mas isso serão contas para “acertar” noutra ocasião e agora centremo-nos na (triste) realidade do Rali de Mortágua.

Ricardo Moura chega a Mortágua já campeão, e embora tenha referido que iria andar ao ataque, o facto do seu co-piloto, António Costa, ainda não ser campeão, deve limitar-lhe um pouco o andamento, mas mesmo assim claramente é o principal favorito à vitória final.

Pedro Peres será o outro favorito, mas apenas se o seu Evo IX estevir do “seu lado”, algo que raramente tem acontecido. Mas, mesmo que isso aconteça, dificilmente “chegará” a Moura.

Num campeonato que tem apenas 4 concorrentes, Pedro Meireles, que também aderiu à ARC Sport – o CPR começa a parecer um couto privado da equipa de Aguiar da Beira  – e corre com o Impreza R4, deverá pelo menos ter a fiabilidade que o seu antigo Evo X normalmente não tinha. Onde chegará, será uma incógnita, mas em situação normal, deverá ser forte candidato ao lugar mais baixo do pódio.

O CPR2 poderá trazer algum interesse à prova de Mortágua, com Ivo Nogueira, João Silva e Pedro Leal, claramente a serem os principais candidatos ao pódio final. Espera-se que haja alguma luta, sendo que se os dois primeiros têm melhor montada, Pedro Leal, embora ao volante dum vetusto Saxo S1600, poderá compensar esse handicap, pelo seu virtuosismo.

Na TPR, Vítor Pascoal apresenta-se como o principal favorito, mas será de ter atenção a Daniel Nunes, que ultimamente se tem mostrado muito competitivo.

Se o plantel é fraco e não estimula, antes pelo contrário, a ida a Mortágua, a estrutura do rali ainda agrava a situação, com uma dupla passagem por três troços, tornando muito difícil a deslocação a mais do que um troço. Mas a crise parece ser tão grande que até o Guia do Rali aparece no site do cleube organizador truncado, sem os acessos a todos os troços. O CPR vai nu… mas há alguns que parece que ainda não se deram conta disso!

 

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