Rampa da Penha decorreu «dentro da normalidade», diz a APPAM

Out 9, 2012

Todas as atenções estão agora voltadas para a Rampa de Vila Nova de Cerveira, sétima prova do Campeonato de Portugal de Montanha (CPM), que acontece já a 13 e 14 de outubro
A Rampa da Penha, prova que decorreu em Guimarães nos dias 29 e 30 de setembro, «decorreu dentro da normalidade, quer a nível organizativo, quer desportivo», analisa o presidente da Associação Portuguesa dos Pilotos de Automóveis de Montanha (APPAM), Nuno Guimarães.
Relativamente à organização, a cargo da DEMOPorto, «notou-se que houve um esforço para que tudo corresse bem». Apesar disso, «nem tudo foi perfeito, nomeadamente no que respeita à cronometragem, realizada pelo próprio clube organizador, visto que ocorreram uns lapsos, que depois foram prontamente corrigidos», constata o líder da associação de pilotos. Além disso, «não houve tempos online, como acontece noutras provas, e mesmo a afixação dos tempos no quadro não foi eficaz, o que levou a que fossem entregues em mão, em papel, no parque de assistência», conta também Nuno Guimarães. No entanto, «o balanço é positivo, uma vez que sabemos que a organização deu o seu melhor e nada disso afetou realmente o normal funcionamento da prova», refere. «A organização esteve atenta e em contato com os pilotos, sobretudo quando surgiram pequenos percalços, como quando foi detetado um derrame de óleo, contratempo rapidamente comunicado aos participantes», acrescenta.
Quanto à competição, Nuno Guimarães começa por abordar o que se passou na categoria 2: «Pedro Salvador [Juno SSe CN09) foi 1º, seguido de Tiago Reis (Norma M20F], como se esperava, pelo que mais normalidade era difícil. João Fonseca [SilverCar S2] foi 3º e mais normal do que isto é impossível, já que alcançou esta posição em todas as provas em que correu. Paulo Ramalho [Juno CN09] ficou em 4º, o que também era de alguma forma já esperado porque esta Rampa é o seu “calcanhar de Aquiles”, como o próprio reconhece».
Na categoria 1, «a vitória de Joaquim Teixeira [Seat leon SuperCopa] não foi surpresa, até porque o seu carro é superior aos dos outros». Depois «assistiu-se à habitual luta entre Luís Silva [BMW 320 IS], Luís Nunes [Renault Clio RS] e Martine Pereira [também Renault clio RS]», em que se intrometeu Joaquim Santos [Opel Astra OPC], constata o presidente da APPAM, para depois fazer referência ao «segundo pelotão», em que entram o próprio Nuno Guimarães [Mazda MX5], João Guimarães [Peugeot 206 RC] e Jorge Meira [Citroen Saxo Cup]. Na TNM 1300, na categoria 3, ganha por Aníbal Rolo (Datsun 1200), o líder da associação destaca as prestações dos associados João Pedro Peixoto (Austin Cooper S), que foi 2ª classificado, e de Domingos Fernandes (Autobianchi A112), que terminou em 6º lugar. Também na TNM 1300, mas na categoria 1, nomeia o sócio Rui Amorim (Citroen Ax Sport), que foi quem saiu vencedor.
«A anormalidade nesta prova foi mesmo o número de participantes nos Clássicos, obviamente pela positiva», congratula-se Nuno Guimarães. «Silvino Pires, ao volante do seu Ford Escort RS, foi o vencedor, como se previa, mas também é de salientar novamente a prestação de João Pedro Peixoto aqui, que foi 3º», afirma este responsável. Nos Clássicos, Nuno Guimarães diz que «foi pena que Francisco Marrão [Ford Escort], sempre muito forte, tenha sido forçado a abandonar a prova devido a um problema na caixa de
velocidades». Ainda nos Clássicos, na categoria 3, Nuno Guimarães fala de Rui Mendonça (também Ford Escort), associado que terminou em 6º. Domingos Fernandes foi 8º classificado. Já na categoria 4, em que Abel Marques venceu, destaque pela negativa ao abandono por parte de José Artur Teixeira (Austin Cooper), também devido a avaria.
«Esperemos que na próxima Penha e também em Cerveira, que acontece já a 13 e 14 deste mês, apareça número idêntico de participantes nos Clássicos», sublinha o responsável máximo da associação. Segundo antevê, Vila Nova de Cerveira «será um bom espetáculo, numa Rampa em que volta a entrar o Desafio Único, o que é sempre positivo porque atrai mais carros e mais público». O CAMI – Clube Aventura do Minho e a APPAM acordaram «colaborar o máximo possível durante a prova para que seja um sucesso, o que demonstra que existe um boa “sintonia”», afirma.
Em Vila Nova de Cerveira, o parque de assistência deverá ser pequeno para «tantos carros», diz Nuno Guimarães. Daí que a organização e a APPAM tenham conversado sobre o funcionamento do próprio parque de assistência: «Está localizado na vila e é pequeno. Chegou-se então à conclusão que o melhor será os atrelados ficarem noutro local, por forma a ganhar espaço dentro do parque de assistência e a facilitar as manobras. Além disso, haverá regras de circulação lá dentro».
Na vertente desportiva, Nuno Guimarães considera que o cenário deverá ser idêntico ao das últimas provas. Isto significa que «Pedro Salvador será 1º e Tiago Reis 2º». Ainda na categoria 2, «deverá acontecer uma luta interessante entre João Fonseca e Paulo Ramalho pelo 3º lugar», afirma. Já na 1, «Joaquim Teixeira alinhará certamente para vencer e depois teremos o trio do costume [Luís Silva, Luís Nunes e Martine Pereira], seguido do tal segundo pelotão», remata.

 

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