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TRIT - Circuito de Outono

Paulo Maciel chegou, viu e venceu!


Paulo Maciel e Filipe Gouveia dominaram a edição 2009 do Circuito de Outono.


Uma prova que juntou um bom lote de concorrentes e muito público na zona das Quatro Ribeiras, confirmando-se para a Olavo Esteves Competições a capacidade de organizar eventos com contornos de profissionalismo, sendo que este foi mais um deles.

A dupla micaelense do Saxo Cup abriu a contenda com a vitória na PE1, batendo Fernando Meneses por apenas uma décima, e deixando a pressão para o lado do líder da taça de ralis, sem dúvida um dos homens que mais se tem destacado nesta temporada.

Atrás deles, mas já com alguma diferença, Duarte Maciel lutava com a falta de intercomunicadores que o deixavam sem ouvir as notas de Tiago Silva, essenciais para “domar” o potente Saxo ex-Carlos Guimarães.

Em Caldeirão/Alquebre-1 a prova teve um atraso devido ao despiste de Francisco Costa - o que acabaria por causar a atribuição de tempos administrativos a Nuno Silva e a Teófilo Pires que precediam o Peuegot 206 RC -, sendo que após a especial já se adivinhava o brilharete de Sérgio Cardoso, a experimentar o Clio RS de Olavo Esteves, que batia o EVO7 de Narciso Martins.

Como era esperado os VSH confirmavam a sua valia à geral, sendo que entre eles, Nuno Rosado surpreendia a concorrência ao ser um dos quatro líderes iniciais, empatando com os mais experientes Ricardo M. Moura, Lizuarte Mendonça e Hélder Pereira. O Alfa Romeo de Carlos Andrade vinha duas décimas atrás.

Numa classificativa rápida e a não permitir veleidades, o que foi confirmado pelas diversas saídas de estrada e por vários “sustos” de alguns concorrentes. O piso escorregadio convidava às atravessadelas e nem todas corriam bem.

Disposto a suplantar a diferença mínima para a liderança, Meneses entrou a todo o gás na segunda tirada do circuito, mas a sorte voltou a virar as costas ao piloto das Lajes que protagonizou um aparatoso capotanço, que levaria à interrupção da prova, e onde felizmente não houve danos físicos, embora o Saxo Cup tenha ficado parcialmente destruído.

Com a devida assistência dada à equipa, a prova seria amputada da segunda classificativa, averbando os concorrentes os tempos do troço inicial, o que beneficiou claramente pelo menos uma equipa. Mas regras são regras e a festa iria prosseguir após a passagem na assistência, preparando-se as equipas para a versão em sentido contrário do troço escolhido para esta jornada outonal da taça.

Confortável na frente, Paulo Maciel brindou o público com passagens espectaculares, ampliando a sua vantagem sobre o irmão Duarte, e provando – se preciso fosse… - que não é só o conhecimento do terreno a fazer dele um dos valores a apostar para uma época a tempo inteiro nos ralis açorianos. Foi mesmo chegar, ver e vencer!

No segundo lugar, e também arrancando aplausos, Duarte Maciel confirmou a sua rapidez, e deixou claro que numa próxima oportunidade é um nome a contar para a vitória.

Fechando o pódio, Sérgio Cardoso abalançou-se a outros voos nos ralis regionais, assim o queira a sua equipa, pois à vontade foi coisa que não lhe faltou. Narciso Martins viu-se prejudicado por um concorrente mais lento, mas o quarto posto não desmerece um piloto que prima pelo desportivismo e pelo gosto de competir em qualquer prova.

Ainda nos cinco da frente uma grande prova para Tiago Valadão, que novamente trocou o Defender e os lamaçais por um Saxo que aparenta muito boa saúde.

Nuno Silva bem pode agradecer aos regulamentos o sexto lugar obtido, no que acabou por ser um resultado inesperado para o simpático piloto do Team Praia da Vitória, e logo a seguir surge o vencedor dos não-homologados, Lizuarte Mendonça, cujo quinto lugar na derradeira PE é bem prova do forte ritmo imprimido, que deixaria a concorrência algo distante, no caso o AX de Hélder Pereira e o Alfa 33 de Carlos Andrade, que formaram o pódio, mas já atrás do Clio de José Vieira, que esteve novamente em bom plano.

Ricardo M. Moura, atrasado por um “téte” na derradeira especial, seria o 4º dos não-homologados, na frente do Peugeot de Paulo Meneses e de Nuno Rosado, que ficou apenas com 3ª velocidade no 205 1.4, conseguindo ainda assim fechar o top-5 dos VSH. Teófilo Pires foi 14º e João Paulo Simões assinaria o lugar seguinte, com cuidados na estreia do Saxo VTS ex-Rui Rocha.


Entre os Clássicos Carlos Borges esteve imperial, conseguindo a vitória e o 18º posto à geral, bem adiante dos Starlet de David Vieira e de Filipe Moura.

Terminaram 32 equipas, marcando-se agora novo encontro com os troços de terra para o dia 5 de Dezembro, data também da 3ª Gala de Ralis da ilha Terceira, certame onde Olavo Esteves garante que haverá “notícias bombásticas…”, e mais não adiantou, pelo que até lá!...



Miguel de Sousa Azevedo
Fotos: Ricardo Laureano



 



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